Médicos em greve: pela dignidade da profissão e em defesa do SNS

 

Os médicos estão em greve nos dias 8, 9 e 10 de Maio e no dia 8 saem à rua, pelas 15 horas, em frente ao Ministério da Saúde, em defesa de uma profissão digna e do Serviço Nacional de Saúde.

 

Após dois anos de negociação com o Ministério, permanecem por cumprir importantes reivindicações. O Ministro Adalberto Campos Fernandes faz o “jogo do empurra”, justificando-se com a necessidade da criação de mais grupos de trabalho e apresentando-se nas reuniões com mãos vazias de propostas. É o boicote à negociação.

 

Neste impasse, os médicos viram-se obrigados, pela terceira vez nesta legislatura, a partir para a greve. E vão unidos, com o apoio dos dois sindicatos (Federação Nacional dos Médicos e Sindicato Independente dos Médicos) e da Ordem dos Médicos. Reivindicam, entre outras, a redução do trabalho em urgência de 18 para 12 horas para poderem dedicar mais tempo às atividades de consulta, internamento e cirurgia; o descongelamento das carreiras e a revisão da grelha salarial; a abertura de concursos; e a garantia de formação e especialização.

 

Temos assistido à degradação do SNS, que irá agravar com a atual política de desinvestimento que os últimos governos têm prosseguido. A precarização dos profissionais de saúde, o surgimento dos hospitais-empresa, a entrega dos recursos do SNS aos grandes grupos privados e a aposta em profissionais pouco diferenciados destroem a saúde em Portugal.

 

A luta dos médicos é também a luta pelo SNS.